Não precisa de nome porquê todos nós sabemos do que se trata.
A terra já tinha soltado nossas mãos a tempos,
Nós que ainda a puxamos pelos cabelos.
Os anticorpos estão trabalhando.
Não tem como não mudar depois desse aviso.
Não precisa de nome porquê todos nós sabemos do que se trata.
A terra já tinha soltado nossas mãos a tempos,
Nós que ainda a puxamos pelos cabelos.
Os anticorpos estão trabalhando.
Não tem como não mudar depois desse aviso.
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Basear um relacionamento na estrutura de capital, de obtenção, aquisição. A necessidade de ter algo, ter alguém, ter um relacionamento é muito maior do que a vontade de estar. Nunca fui de ninguém e não planejo ser. Sou meu.
Estive com várias pessoas, algumas por anos, outras por meses, até semanas ou dias. E vivi cada uma dessas relações com a idéia de estar e sentir, e não de obter e manipular. A estrutura ciumenta e monogâmica que é predominante na nova cultura ocidental estragou a relação humana em vários aspectos. Não que não acredite na monogamia (não me encaixo), mas, que ele precisa ser mais aberta e libertadora. Paixão é liberdade, não prisão.
Dilúvio de Verão
Raio que quebra dentro do peito
Solta pulso eletromagnético por todos os quilômetros de ligações sentimentais
O trovão contínuo dentro da cabeça, tão alto que já não me deixa ouvir o som da chuva que cai na minha cabeça.
Já não lembro o quão quente pode ser a luz do sol, a clareza e as cores da primavera
Sou o infverno.
Sem título.
Sinta-se rio fluído.
Como cascata,
Flúmen de nascente mineira, são pedro de caldas.
Mas também se sinta poço vazio.
Final do riacho, barreiro.
Sede e pele seca.
A fase mais lírica é a saudade das fases molhadas.
Cronologia de Cronos com o Cosmo em Câncer
Frutos de tempos controlado sem cronologia, sem freios, pé ou cabeça.
Ainda comidos, consumidos e cansados a cada rodada da ampulheta.
Cronos ainda janta todos os seus filhos.
No tick se abre, no tock se fecha.
E no final, todos sabem o que nos resta.
não existe pandora que segure vossas verdades
Cresce.
Cresce tanto que perco o controle,
Cresce a porto de não ser de um, talvez de dois, ou três…
Não me limito ao amar, me apaixonar, relacionar.
Sentir e deixar transbordar.
A graça do sentir é deixar a água rolar.
A monotonia na monogamia raramente me da mergulhos no amar.
Aqueles que se dizem a voz de deus são os que sujam de sangue a terra. Os que culpam santan estam apenas jogando a culpa dos seus próprios atos para alto.
Deus se tornou a imagem de uma sociedade hipócrita.
Satan se tornou culpado pela sujeira humana.
O inferno do homem é a própria terra na qual ele criou.
O inferno do homem é lidar com as próprias ações.
Verão
Nossos dias começam nas madrugadas.
O escuro de julho que toma conta das ruas com o calor de janeiro.
Tudo foi estranho desde que as flores de outono se fecharam em plena primavera.
De mãe terra só resta a mãe.
Órfã de teus filhos.
Máquina do Tempo
Perdido em meio ao tempo que está perdido entre os anos,
Estar no presente é utópico como o mais breve futuro.
Filhas de mães que também são filhas.
Tudo anda mas continua parado.
Chega hora que a lógica do movimento é só ficar parado.
Me perco no mar, mar que vira fluido,
Volta o fluxo e vira rio,
Enche vira lago, seca e vira poça,
Chove, enche, vira mar,
Seca de novo, volta a maré, mas sempre a 40°C.
Eu não aguento mais ocilar o meu próprio mar.